quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Taxa de desemprego em Fortaleza chega a 10,2% em janeiro


A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou, em janeiro, redução do nível ocupacional pelo quarto mês consecutivo e aumento do desemprego. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a taxa de desemprego total aumentou de 9,5%, em dezembro, para 10,2% da força de trabalho local. O levantamento é elaborado pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Fundação Seade e Dieese.
O coordenador de estudos e análise de mercado do IDT, Erle Mesquita, aponta que o resultado de janeiro é a maior taxa de desemprego desde julho de 2010. A última vez que a RMF teve taxa de desemprego com dois dígitos, segundo o coordenador, foi em maio de 2011, quando marcou 10%.
À exceção da indústria, os setores de serviço, comércio e construção civil tiveram queda, destacou o especialista. “Na comparação mensal, resultado no setor de serviços foi mais expressivo, por ter a maior parcela da força de trabalho e envolver várias cadeias produtivas. No comércio, o desemprego aumenta há cinco meses consecutivos”, informou.
Rendimento e tempo de procura
A pesquisa aponta ainda que o rendimento médio real referente ao mês de dezembro de 2015 aumentou para o total de ocupados, assalariados e trabalhadores autônomos. Após três meses consecutivos de elevação, o tempo médio de procura por trabalho despendido pelos desempregados voltou a recuar, passando de 33 para 30 semanas.
“São indicadores que, apesar de mostrarem uma melhoria em um contexto geral, são preocupantes. Em janeiro do ano passado, eram 22 semanas de tempo médio de procura. Houve um prolongamento de 2 meses, que é um patamar elevado”, comenta.
Sobre o rendimento médio mensal, o coordenador analisa que a Grande Fortaleza continua tendo a menor rendimento entre as capitais acompanhadas. Enquanto na RMF o valor é de R$ 1.240, no Distrito Federal é registrado R$ 2.899.
Em janeiro, segundo a pesquisa, a estimativa era de que 184 mil pessoas estavam desempregadas, 12 mil a mais que no mês anterior. Esse movimento decorreu da retração do nível de ocupação (eliminação de 23 mil postos de trabalho, ou -1,4%), uma vez que saíram pessoas do mercado de trabalho local (-11 mil, ou -0,6%).
A taxa de participação manteve-se em declínio pelo quarto mês consecutivo, ao atingir 54,8%, o menor valor em toda a série histórica da PED-RMF.

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