terça-feira, 13 de setembro de 2016

POR 450 VOTOS A 10, CÂMARA CASSA O MANDATO DO DEPUTADO EDUARDO CUNHA

O resultado era esperado: a cassação de Cunha foi concretizada em votação na madrugada desta terça-feira (12). Com um placar amplamente desfavorável (450 votos a favor e 10 votos contrários, com 9 abstenções), o ex-presidente da Câmara teve todos os seus recursos de adiamento da sessão negados. Não houve manobra de última hora que pudesse salvá-lo do afastamento permanente da vida política.
Tentando manter a postura firme, Cunha subiu ao plenário para afirmar, durante 33 minutos, mais uma vez, que não possui contas no exterior. Ele ainda disse sofrer de perseguição política e que a condução de seu processo o colocou já como cassado. “Estou pagando o preço por ter dado continuidade ao processo de impeachment. É o preço que eu estou pagando por livrar o País do PT", concluiu.
O relator do Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério, em seu discurso, reforçou que há "provas incontestes" de que Cunha é responsável pelo crimes de lavagem de dinheiro e corrupção por meio dos trustes do qual ele afirma ser apenas o beneficiário.
Depois de muita discussão a respeito do trâmite da sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, aprovou requerimento de Silvio Costa para acelerar o processo. Houve, então, após discursos de deputados, encaminhamentos a favor e contra e a votação da cassação de Cunha foi aberta. Nesse momento, líderes dos partidos pediram a palavra até que se concluísse a votação por completo.
De pé, de frente à tribuna, Eduardo Cunha acompanhou de perto cada discurso, mesmo os contrários a ele, sem esboçar reação. Ao saber seu destino, ele manteve a postura.

Agora cassado, já há especulação de que Cunha poderá fazer delação premiada e, após anos e anos na articulação política da Câmara, há quem diga que ele poderia colocar em xeque o governo de Michel Temer.

Via JP Online

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