segunda-feira, 14 de novembro de 2016

DISPUTA PELO COMANDO DA AL-CE POLARIZA A BASE DO GOVERNO DE CAMILO

A mobilização em torno da escolha do novo presidente da Assembléia Legislativa do Ceará divide a base aliada do governo. De um lado está o atual presidente Zezinho Albuquerque (PDT) que busca a reeleição e de outro, o primeiro secretário da casa, o camocinense Sergio Aguiar (PDT), que se lança como candidato com o aval de Cid e do governador Camilo Santana. A eleição está marcada para acontecer no início do mês que vem. 

O risco de haver rugas na base aliada de Camilo é cada vez mais crescente. Sergio Aguiar destacou que no caso de Zezinho ir para o 3º mandato consecutivo no comando da Casa, seria algo inédito. “Nunca aconteceu isso. Seria uma quebra de regras e costumes, apesar de legal”, diz. Na sexta-feira passada, ele apresentou sua entrada formal na disputa. “Conversei com Camilo Santana e Cid Gomes, que me deram carta-branca”.

No entando, dizem ser “pouco provável” que o atual presidente não vença com folga a disputa. Segundo Fernando Hugo (PP), Zezinho tem hoje mais de 30 assinaturas de apoio, entre elas as de todos os 11 demais deputados do PDT – com exceção de Sergio. 

Nas conversas com deputados, Zezinho tem destacado que abriu mão de disputar o governo do Estado do Ceará em 2014 pela indicação de Camilo Santana, o que tornaria justa sua reeleição.

Sérgio Aguiar, por outro lado, diz que esse acordo dizia respeito apenas a 2014, quando o presidente foi eleito para seu 2º mandato. “O próprio Camilo destacou que não existe nada acordado, que eu poderia entrar na disputa livremente”.

Se dizendo confiante na disputa, Aguiar admite, no entanto, que Zezinho leva vantagem por já ocupar o cargo. “Como ele é o dono da caneta, é verdade evidente que tem um poder sedutor maior. Mas existe aquele ditado: A fila anda”.
Sérgio diz ainda que tem notado crescimento do sentimento de que um 3º mandato consecutivo não seria proveitoso para a Casa. “Três é demais”, pontua.

Para além das expectativas dos pleiteantes ao cargo, o governo terá que administrar bem as escolhas nesta acirrada disputa afim de assegurar harmonia na própria base governista.

Informações adicionais do Jornal Opovo

Um comentário:

  1. A alternância do poder é o que existe de mais produtivo e transparente na gestão pública. O estado democrático não comporta mais o que podemos denominar de "feudo", há uma forte tendência e apego aos cargos de mando, via de regra sempre que alguém ascende uma função, tende continuar naquela função o quê denominamos de "continuismo". Ninguém quer largar o osso.

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