domingo, 3 de setembro de 2017

Camocim na rota do tráfico de drogas

Era o fim da tarde de 19 de agosto quando mais um avião do tráfico pousava no Ceará. Pilotado por Júlio César Arraes Vieira Filho, 35, o monomotor de prefixo PU-MJU, adquirido recentemente pelo suspeito, aterrissou no Aeroporto de Camocim, reafirmando que o Ceará faz parte de uma rota aérea de tráfico de drogas, com conexões internacionais. Na aeronave havia uma mala com 26 tabletes de cocaína, pesando cerca de um quilo cada.
A droga foi apreendida pela PM, que havia recebido informações do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal (PF) sobre o pouso. Esta matéria da editoria de Polícia, de segunda-feira, 28/8, foi a mais lida da semana, no Diário do Nordeste.
Júlio César Filho é analista de sistemas e sócio de uma empresa de informática. Piloto com licença concedida no ano de 2012, ele decolou da Região Norte para fazer a entrega da droga trazendo a namorada e o filho dela, de dois anos e meio. Segundo o próprio suspeito, a advogada Innis Rosa de Castro Faria, 29, não sabia da cocaína.
Os dois foram conduzidos até a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Fortaleza. Innis Faria afirmou que não sabia que havia droga na aeronave e foi liberada. Mas, a participação dela no caso não foi descartada, conforme o delegado federal Yuri Dantas de Santana, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Júlio César Filho declarou, em depoimento à PF, que partiu do Estado do Tocantins; fez uma parada na cidade de Timon, no Estado do Maranhão; parou novamente em Camocim e teria como destino final Aracati. Ele afirmou que tinha planejado uma viagem para uma praia com Innis Faria e o filho dela e resolveu conciliar as duas demandas, mas não sabia que levava droga. Utilizando métodos parecidos com os dos outros pilotos que acabaram presos com cocaína, aqui, (em Canindé e Pedra Branca), Júlio César voava mais baixo que o recomendado, para não ser flagrado pelos radares.

(Diário do Nordeste)

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