terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Camilo Santana lança programa de transferência de renda no Ceará

Cerca de 58 mil famílias cearenses com crianças de zero a cinco anos e 11 meses que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social receberão auxílio mensal de R$ 85 a partir deste mês. A criação do benefício é uma tentativa de tirar o Ceará da segunda colocação no ranking de crianças de 0 a 14 anos em extrema pobreza — quando a renda familiar por pessoa é menor que um quarto de salário mínimo. Com 561.276 crianças nessa situação, o Estado fica atrás apenas do Maranhão.
Os dados, de 2015, são do relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil e foram reunidos e divulgados pela Fundação Abrinq. O projeto foi lançado na manhã de ontem no Centro de Eventos do Ceará.
O Cartão Mais Infância é uma ação do programa homônimo coordenado pelo Gabinete da primeira-dama do Ceará. O perfil do público atendido foi escolhido a partir de estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Além da renda, a situação dos domicílios também foi estabelecida como critério. Famílias que residem na zona rural, em propriedades sem banheiro ou sanitário; domicílios inapropriados (taipa, palha, madeira aproveitada); residências urbanas sem água canalizada em pelo menos um cômodo devem receber o auxílio.
Além da bolsa, as famílias dos 184 municípios serão acompanhadas por equipes de saúde da família e assistência social e terão prioridades nas políticas públicas na área de habitação, segurança alimentar, saúde, educação e inclusão produtiva. “Na contrapartida da família, as crianças devem ter o cartão de vacina em dia. Além disso, aceitaram acompanhamento pelos agentes de saúde e pelos técnicos dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) dos municípios”, explica Onélia Santana, primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Consultivo Intersetorial das Políticas de Desenvolvimento Infantil (CPDI) no Ceará.

De acordo com o governador Camilo Santana, o Estado deve investir em torno de R$ 55 milhões por ano nas bolsas. “Inicialmente são todas as famílias que já estão no cadastro (cadastro único para programas sociais do Governo Federal). E, a partir daí, será feito um trabalho de acompanhamento para buscar famílias que não estão no CadÚnico e têm crianças para passarem a receber esse auxílio”, aponta.

Informações do Jornal Opovo

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