sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

HISTÓRIA: Camocim sem política cultural

A publicação é datada de segunda-feira, 02 de janeiro do ano de 2012, escrita pelo o Historiador  camocinense, Carlos Augusto dos Santos, em seu Blog Camocim Pote de Histórias. Porém, 6 anos depois a postagem, o texto mostra-se cada vez mais verossímil a realidade atual. Leia abaixo:

"Infelizmente, cada vez que volto à Camocim, tenho a confirmação de que nos falta uma política cultural. Prédios históricos continuam sendo tombados literalmente. O da vez são os antigos armazéns do Llyod Brasileiro, bem ao lado do Cais do Porto. Por outro lado, a cidade segue praticamente sem espaços culturais. A única exceção é o NAEC. No entanto, não é por falta de ideias e iniciativas dos cidadãos de Camocim que isso ocorre. É puramente descaso administrativo que há décadas atravessa a mesmice dita cultural, através da política de eventos, traduzida na realização das festas de Reveillon, Carnaval, Festival de Quadrilha e um Salão de Artes, dentre outras. Nada contra os eventos, eles são importantes para solidificar uma tradição. No entanto, diante da gama de talentos nas mais diversas áreas da cultura camocinense, a falta de equipamentos como um teatro, um cinema, ou mesmo um simples Ponto de Cultura, é um absurdo total!!! Esse é o papo que travo com um cidadão camocinense que, por iniciativa própria se dirige até ao Ministério da Cultura em Brasília e protocola um pedido para a construção de um centro cultural (bem que poderia ser no antigo Sport Club da foto acima). Pois bem, depois de registrado o pedido do Sr.FRANCISCO SAMARONE BRITO XAVIER, o mesmo recebe Ofício Nº 1323 do Gabinete da Ministra Anna Maria Buarque de Holanda. Todo esperançoso, o supracitado se dirige ao Gestor Municipal com a missiva ministerial certo de que sua proposição terá acolhida, visto que, à municipalidade é pedido apenas um projeto neste sentido. No entanto, me confessa o jovem Samarone sua decepção face à resposta oficial de que "aquilo não tinha futuro". Futuro não terão os jovens camocinenses, órfãos dos equipamentos e dos meios de transmissão cultural mais básicos, tão necessários à sua formação."

Foto: André Martins/CPN
Texto: Carlos Augusto dos Santos 

Um comentário:

  1. Infelizmente a cultura em Camocim, está voltada para as folhas de ruas, pois essas trazem visibilidade momentânea. Os administradores não pensam no futuro, nos jovens e nos talentos aqui existentes. Confesso a minha grande decepção com a politicagem da nossa cidade que só pensam neles. Uma cidade sem educação e cultura está condenada ao insucesso.

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