sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Campanha da Fraternidade 2018: corrupção é violência também


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, ontem, a Campanha da Fraternidade 2018, com o tema Fraternidade e Superação da Violência. O documento aponta formas e tipos de violência no Brasil, dando destaque para aquelas praticadas contra os negros, os jovens e as mulheres.
"Os grupos sociais vulneráveis são as maiores vítimas da violência", disse o presidente da entidade, cardeal Sérgio da Rocha. "A Igreja sempre tem alertado sobre a perda de direitos sociais. Não podemos admitir que os mais pobres arquem com sacrifícios maiores. Precisamos de políticas públicas para nos ajudar a superar e a assegurar os direitos fundamentais que as pessoas têm", defendeu o cardeal.
Durante o lançamento da campanha, o presidente da CNBB listou também como prática violenta a corrupção. "A corrupção é uma forma de violência, e ela mata", disse o cardeal. Segundo ele, "ao desviar recursos que deveriam ser usados em favor da população, os políticos acabam promovendo uma outra forma de violência contra o ser humano, a miséria".
"Queremos superar também formas de violência como as representadas pela miséria e pela falta de vida digna", argumentou o religioso. Segundo o cardeal, a Igreja Católica vem atuando no sentido de esclarecer seus seguidores sobre o risco desse tipo de política. "É um equívoco achar que superaremos a violência, recorrendo a mais violência. (Nesse sentido), a igreja está orientando os eleitores, ajudando-os a formar sua consciência e a identificar quais candidatos estão comprometidos com a paz".
Ainda pontuando as formas de violência, ele citou o uso das redes sociais, onde, segundo ele, identifica-se "um triste crescimento da agressividade". O cardeal disse, ainda, que os meios de comunicação "são vitais para a superação da violência".
Sobre a eleição, ele afirmou que a Igreja quer candidatos comprometidos com a justiça social e com a paz.

(Diário do Nordeste)

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