quinta-feira, 8 de março de 2018

A força da Mulher

A sociedade evoluiu substancialmente no último século.
Uma das evoluções mais evidentes se refere à Mulher, no que se refere aos seus direitos, às suas conquistas e ao espaço conquistado diante de uma sociedade extremamente machista.
Historicamente a mulher tinha um papel insignificante antes do século 18.
Com a Revolução Industrial e os espaços conquistados, a Mulher passa a ter o direito de trabalhar, a deixar de ser apenas a “dona do lar”.
E por conta disso as Mulheres passaram a trabalhar como operárias nas Fábricas, no entanto ainda subjugadas e tratadas de forma diferenciada em relação aos Homens.
Assim, as mulheres operárias nos Estados Unidos passaram a se manifestar, a se rebelar contra o sistema em busca de melhores condições de trabalho.
O movimento, ocorrido no dia em 08 de março de 1857, foi duramente reprimido.
Onde é que se podia imaginar, naquela época, uma Mulher querer ter as mesmas condições de trabalho do Homem?

Um absurdo para os padrões da época.
As repressões às manifestações foram bastante violentas, o que acabou resultando na morte de mais de 100 operárias que trabalhavam em uma fábrica.
Assim, décadas depois, o 08 de março ficou reconhecido oficialmente como o dia internacional da mulher.
A Mulher passou a exigir uma maior participação na sociedade, passando a obter diversas conquistas, inclusive com direito ao voto, que aqui no Brasil ocorreu em 1932 quando Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral, que garantiu finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras.
No esporte, também em 1932, a primeira atleta brasileira a participar de uma Olimpíada, a nadadora Maria Lenk, de 17 anos, embarcou para Los Angeles, tendo sido a única Mulher da delegação olímpica.
Hoje, a Mulher já conquistou seu espaço, impôs seu valor, já há legislação específica para protegê-la, já há órgãos governamentais, ONGs e Entidades com a árdua tarefa de garantir que a Mulher não sofra abusos seja em que situação for.
A Lei Maria da Penha, as Delegacias e Varas especializadas no combate à violência doméstica conseguem frear o ímpeto violento do Homem numa sociedade extremamente machista.

Mas ainda há muito a ser feito.
Afinal, temos ainda uma sociedade que subjuga Mulher, que paga menores salários, que desafia suas conquistas.
Em outros países há problemas mais graves ainda, muitas mulheres ainda são vítimas de violência e injustiças, como infanticídio feminino, perseguição sexual, mutilação genital, seqüestro de noivas, entre outras.
O que precisamos é valorizar a Mulher, manter direitos conquistados, assegurar uma legislação cada vez mais protetiva, garantir a participação efetiva da Mulher na sociedade, procurando entender que antes de ser Homem ou Mulher, somos iguais, somos Humanos, antes de tudo.
Fique de Olho no Seu Direito!

Nathaniel Silveira
Advogado
Especialista em Direito Previdenciário
08 de março de 2018.

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