sábado, 26 de maio de 2018

Trégua não é cumprida e setor produtivo sofre com desabastecimento

Encontrar gasolina nos postos da Capital nessa sexta-feira (25) era uma missão praticamente impossível. Cerca de 90% dos estabelecimentos pesquisados pelo Diário do Nordeste estavam com estoque zerado ou afirmavam ter pouquíssimos litros de reserva para abastecer o tanque dos clientes. A equipe passou por nove bairros, e em um dos postos, a situação foi classificada como "crítica" pelos funcionários, estimando que o combustível deveria acabar em menos de 30 minutos. Era por volta das quatro horas da tarde.
Além do esvaziamento de insumos, a perspectiva de reabastecimento, em todos os postos, seguia sem data, ocasionado pelo bloqueio de caminhões na Base de tancagem da Petrobras.
Com a paralisação, nenhum motorista poderia entrar ou sair do ponto onde a Estatal guarda todo o combustível antes de repassar aos postos em todo o Ceará. Localizada no Porto do Mucuripe, é da base que sai, por exemplo, a gasolina que para o Crato, antes de ser direcionado à região do Cariri.
No único posto encontrado pela reportagem em uma situação tranquila, o gerente informou que ainda restavam, por volta das 18h, mais de 20 mil litros da gasolina. A unidade, da bandeira BR, localizado no cruzamento das avenidas Rogaciano Leite e Desembargador Gonzaga, no entanto já estava lotada, com grandes filas de carros para abastecer.
A maioria dos clientes estava enchendo o tanque, como medo de ficar sem gasolina durante o final de semana.
De acordo com o gerente, se o movimento continuar na mesma toada, a gasolina do posto só deve durar até o meio-dia deste sábado (26).
No local, a gasolina estava sendo revendida com o valor do preço máximo encontrada nas últimas três pesquisas diretas feita pelo Diário do Nordeste, com litro sendo comercializado por R$ 4,890. Os levantamentos foram feitos nos dias 23, 24 e 25.
A alguns quarteirões dali, no posto da bandeira Multi, localizado na avenida Rogaciano Leite, no entanto, a situação era consideravelmente pior. Segundo o gerente do estabelecimento, o combustível deveria acabar em menos de 30 minutos.

Com Diário do Nordeste

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