sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Moro nega envio imediato de tropas federais para o Ceará

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, negou o envio imediato de tropas federais para o Ceará,que desde a noite desta quarta-feira, 3, acumula registros de ataques a ônibus, além de uma tentativa de explosão a um viaduto,cuja suspeita de autoria recai sobre as facções criminosas do Estado.
Em nota divulgada no fim da noite desta quinta-feira, 3, o ministério disse que a Força Nacional foi mobilizada "para se deslocar ao Estado em caso de deterioração da segurança". Não era o que buscava o governador Camilo Santana (PT), que chegou a pedir até o envio do Exército ao Ceará. O governador chegou a dizer que Moro teria se colocado "à inteira disposição para o apoio necessário".
O ministro determinou que a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional tomem as providências necessárias para auxiliar o Estado no combate aos atos de violência. Os órgãos, detalhou a pasta, atuarão na investigação e repressão aos crimes registrados, incluindo a oferta de vagas no sistema penitenciário federal.
Moro sugeriu ainda ao governo do Estado a formação de um gabinete de crise, com a integração das forças policias federais e estaduais.
Mais cedo, por meio de mensagem no Facebook, o governador disse que "todas as medidas estão sendo adotadas através das nossas forças de segurança, para proteger a população e coibir a ação dos criminosos", e anunciou a nomeação de 220 agentes penitenciários e 373 policiais militares. Ele disse ter determinado reforço de policiamento nas ruas desde a madrugada desta quarta e destacou a autuação de nove suspeitos. À noite, o número de detidos subiu para 11, sendo quatro adolescentes.
"Estive reunido com toda a cúpula da Segurança e Sistema Penitenciário e reforcei minha determinação de continuar agindo com todo o rigor e dentro da lei para coibir ações criminosas e estabelecer o total controle das unidades prisionais, conforme todo o planejamento que já vem sendo feito no Ceará", acrescentou Santana.
A jornais locais, o secretário nacional de Segurança, o general Guilherme Theophilo havia chegado a confirmar a mobilização de tropas e disse que a "orientação é de enfrentamento". "Não vamos abaixar a cabeça nem negociar com criminoso, vamos partir para o confronto que eles realmente nos impuserem", afirmou ao jornal O Povo.

Fonte: Estadão/Via JC

Um comentário:

  1. Atualizando.....Moro já assinou o envio de tropas da força Nacional por até 30 dias.

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