terça-feira, 25 de agosto de 2020

Guedes propõe o fim do Farmácia Popular e abono salarial em nome da criação do Renda Brasil

 


Após reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, o governo decidiu adiar o lançamento do megapacote previsto para esta terça-feira (25). Como antecipou o "Estadão", as medidas foram apelidadas internamente de "Big Bang", em referência à teoria da criação do Universo, e envolviam o desenvolvimento de um novo programa assistencial em substituição ao Bolsa Família, obras públicas e sugestões para "desengessar" o Orçamento. 

Com a decisão, os eventos do megapacote econômico serão divididos em mais de um dia, ainda sem data definida. Segundo fontes do Palácio do Planalto, "grandes projetos" como o Renda Brasil, o novo programa assistencial pensado pelo governo, devem ganhar eventos próprios "pela grandeza" que possuem.

Fontes do Planalto relatam que os atos para regulamentar os anúncios ainda não estavam finalizados pela equipe econômica, o que teria deixado Bolsonaro incomodado. Os detalhes do Renda Brasil, como o benefício médio de R$ 247, antecipado pelo "Estadão", também teriam desagradado o presidente. Para bancar o custo do novo programa, R$ 52 bilhões, Guedes propõe a extinção de programas considerados ineficientes, como o abono salarial, o seguro-defeso, Farmácia Popular e salário-família.

Pela manhã, ao ser questionado pela imprensa após evento no Planalto, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, já tinha indicado que o evento poderia ser cancelado. Para esta terça, a ideia é manter apenas o anúncio do programa Casa Verde Amarela, em substituição ao Minha Casa, Minha Vida. O governo deve reduzir os juros cobrados nos financiamentos habitacionais, principalmente para as regiões Norte e Nordeste. Pelas projeções oficiais, a medida vai beneficiar 1 milhão de pessoas.

Fonte: Estadão 

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